Diabetes tipo 1

O Diabetes tipo 1 é caracterizado pela perda da capacidade do pâncreas de produzir insulina. Sua ocorrência é bem menor que a Diabetes tipo 2, de todos os novos casos diagnosticados com diabetes, somente cerca de 5 a 10% são de Diabetes tipo 1.

Atualmente, estima-se que tenhamos em torno de 8,5 milhões de pessoas com diabetes tipo 1 em todo o mundo, segundo publicação especializada. 

 

Como se inicia o Diabetes tipo 1

Em geral o Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) começa na infância ou na adolescência, menos frequentemente pode iniciar na vida adulta, nesses casos chamamos de Diabetes tipo LADA (diabetes autoimune latente do adulto).

Os sintomas ocorrem devido a alterações do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, resultante da ausência de insulina no corpo.

 

Qual a causa do Diabetes tipo 1?

O causa do Diabetes mellitus tipo 1 ainda não está bem esclarecida, o que sabemos é que em algum momento acorre um erro no sistema imunológico que passa a não reconhecer como próprias as células produtoras de insulina do pâncreas (células beta).

Nesse processo que chamamos de auto imune, o sistema imunológico começa a atacar e destruir as células beta, a produção de insulina cai rapidamente até cessar por completo. 

O que deflagra o processo auto imune ainda não é bem conhecido, alguns tipos de infecções virais parecem estar envolvidas na indução do erro imunológico.

O fato de ter algum parente próximo com DM1 aumenta o risco, mas não determina o aparecimento da doença.

Muitas pesquisas científicas, em várias frentes de estudos são desenvolvidas no mundo todo buscando a compreensão de todos os mecanismos que levam ao desenvolvimento DM1, esta é a chave para a prevenção e a cura desta doença.

Sintomas do Diabetes tipo 1

O início do DM1 costuma ser abrupto, mais rápido que o do DM2.  Os sintomas são mais intensos, levam a perda de peso rápida e importante, fraqueza, muita sede, muita fome, grande volume de urina no dia levando a desidratação, sonolência, torpor e nos casos mais severos perda da consciência e coma.

A primeira manifestação do DM1 pode ser já muito grave com o quadro de cetoacidose diabética,  os sintomas incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, condição clínica perigosa, que pode levar a edema cerebral, coma e até a morte.

O que é insulina e qual seu papel no diabetes

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e liberado na corrente sanguínea, tem como principal função levar a glicose que está no sangue para dentro das células, que vão usá-la para  produzir a energia necessária ao funcionamento dos tecidos e órgãos.

O pâncreas possui células especializadas em secretar insulina, as células beta. Por algum motivo ainda não muito bem conhecido as células imunológicas começam a produzir auto anticorpos contra as células beta, conhecidos como anticorpos anti-insulina, anti-ilhotas e anti-GAD que atacam e destroem maciçamente as células beta (responsáveis pela produção de insulina).

Sem a produção necessária de insulina, a glicose que circula no sangue não consegue entrar em quantidade suficiente dentro das células por isso acumula no sangue, e as células ficam sem energia o que causa todos os sintomas que descrevemos acima.

A hiperglicemia (glicose alta no sangue) é tóxica para todo o organismo, os órgãos e tecidos sofrem lesões diretas pelo efeito deletério da hiperglicemia, a médio e longo prazo leva às chamadas complicações crônicas do Diabetes, macro vasculares (alterações da circulação), retinopatia (perda progressiva da visão), nefropatia (diminuição progressiva da filtração do rim) e neuropatia (perda da sensibilidade, dor e formigamento) etc.

Como é feito o tratamento do Diabetes tipo 1?

Ainda não existem medicamentos orais para o tratamento do DM1, desde o início da doença é necessário o uso da insulina através de injeções subcutâneas.

Existem vários tipos de insulina e vários esquemas diferentes de utilizá-las.

A escolha do melhor esquema deve ser avaliada caso a caso, de acordo com a idade e estilo de vida de cada um.

Esquemas mais intensivos, com múltiplas doses de insulina ou uso de bomba de infusão contínua de insulina, por exemplo, com a utilização de contagem de carboidratos permitem mais liberdade na rotina e na alimentação, sendo possível comer inclusive alimentos que contenham açúcar, além de trazerem melhor controle glicêmico.

Já pacientes que tenham dificuldades em utilizar esquemas intensivos com várias doses de insulina ao dia podemos optar por esquemas mais limitados, porém que requerem mais disciplina na rotina alimentar para manter bom controle metabólico.

Uma endocrinologista que tenha conhecimento e experiência no tratamento do Diabetes tipo 1 poderá orientar e decidir em conjunto com o paciente e seus familiares qual a melhor opção de tratamento considerando o bom controle metabólico associado a melhor qualidade de vida, sem crise!!!

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