Eu sou diabético ou apenas estou diabético?
Essa é a primeira dúvida que surge. A esperança de que perdendo peso e fazendo atividade física seja possível reverter a doença e desfazer o diagnóstico aparece na mente dos novos pacientes, especialmente aqueles com excesso de peso.
Embora a obesidade seja um fator de risco importante para o desenvolvimento do Diabetes tipo 2, quando se chega ao ponto do diagnóstico de doença instalada, o tratamento com medicamentos é imprescindível. Os melhores resultados são obtidos com a combinação de mudança de estilo de vida (perda de peso, atividade física regular e dieta saudável) e com o uso dos recursos terapêuticos recomendados por uma médica especializada em endocrinologia e em diabetes.
Como enfrentar o diabetes?
Antes mesmo de falar o que é o diabetes, vale a pena conversar sobre os modos de enfrentar o diagnóstico.
- Tire suas dúvidas com sua médica: estamos aqui para te informar sobre o que significa ter diabetes. Mesmo assim, você pode ter dúvidas e a consulta é o melhor momento para esclarecê-las. Vale até trazer uma lista anotada. 😉
- Preste atenção aos seus sentimentos: a maioria as pessoas não está acostumada a ouvir seus próprios sentimentos. Quando o assunto é um problema de saúde, costuma haver uma tendência a evitar olhar para os sentimentos de frustração, impotência ou incerteza. Converse com sua endocrinologista também sobre suas emoções para que ela possa te orientar meios de enfrentar a questão, o bem estar emocional é muito importante.
- Permita que sua família e amigos auxiliem no cuidado do diabetes: as pessoas mais próximas podem te ajudar de várias formas. Podem lembrar de tomar os remédios, ajudar no controle glicêmico, fazer atividade física junto com você e preparar refeições mais saudáveis. Também podem te acompanhar nas consultas médicas e dividir as responsabilidades do tratamento.
- Faça uma coisa de cada vez: se você pensar em tudo que envolve o diabetes ao mesmo tempo, você poderá se sentir sobrecarregado(a). Procure enxergar as coisas em compartimentos diferentes como medicação, atividade física, dieta etc. Lide com cada um deles individualmente para conseguir colocar as medidas em prática.
- Tire um tempo para si: com tantas coisas importantes acontecendo, é fundamental ter momentos de descanso e de diversão. Eles ajudam a aliviar o peso do estresse e acrescentam significado à vida.
- Fale com outras pessoas que tem diabetes: é muito bom ter o apoio de quem já enfrentou situações semelhantes às nossas. Podemos nos beneficiar da experiência alheia e diminuir a sobrecarga de ter que descobrir tudo sozinho. Só não se deixe enganar por promessas de curas alternativas e soluções fáceis. Via de regra, elas não ajudam e ainda trazem riscos à sua saúde.
Como é feito o diagnóstico do Diabetes
Quais são os sintomas do diabetes?
Os sintomas iniciais do diabetes são excesso de sede, fome e aumento do volume da urina. Essa é a chamada síndrome dos 3 P’s: polidipsia (sede excessiva), polifagia (alimentação excessiva) e poliúria (urina excessiva) .
Conforme a doença progride, se pessoa que não se cuida, outros sintomas aparecem. A visão pode ficar turva, o paciente pode sentir cansaço excessivo, ocorre perda rápida de peso e de massa muscular.
Observem que esses sintomas seguem uma progressão, do mais leve para o mais grave, porque o diabetes é uma doença crônica de natureza progressiva, se o tratamento adequado não for feito ele naturalmente vai se tornando mais grave.
À medida que a glicemia persiste elevada ao longo de meses ou anos, as alterações metabólicas começam a danificar diversos órgãos do corpo. Essa é a fase do surgimento das Complicações Crônicas do Diabetes.
Aparecem então as consequências mais nefastas do diabetes mellitus, complicações que trazem piora da qualidade de vida e aumento do risco de morte. O diabetes não tratado aumenta o risco de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral , insuficiência renal, perda progressiva da visão, neuropatias, alterações vasculares que podem ocasionar até amputações.
Todas essas complicações que podem ser evitadas! Todas essas consequências afetam profundamente a qualidade de vida da pessoa e das pessoas ao seu redor.
Infelizmente, quando a pessoa que tem diabetes chega nesse estado avançado de doença, os tratamentos mais modernos podem desacelerar a progressão dessas graves complicações, mas não são capazes de restabelecer a saúde perdida. Entretanto graças aos avanços da medicina, podemos diagnosticar o diabetes precocemente, idealmente na fase chamada de pré diabetes e intervir com as medidas e tratamentos adequados antes que tudo isso aconteça! Por isso, não perca tempo, cuide-se e tenha uma vida feliz e saudável!
Detecção do diabetes através de exames de laboratório
A glicemia é um exame muito simples, é a medida da quantidade de glicose no sangue. Para quem não sabe, a glicose é o principal açúcar obtido por meio da alimentação e de transformações químicas dentro do corpo, é a principal fonte de energia para as nossas células.
Boa parte da comida que ingerimos é transformada em glicose que é estocada nos músculos e fígado para fornecer energia para as células entre as refeições. O excesso de glicose que sobra é transformado em gordura e armazenado.
A metabolização da glicose é controlada por vários hormônios, em especial a insulina e o glucagon.
O normal da glicemia coletada pela manhã, em jejum, é até 99mg/dL. Acima disso, temos algum problema. Se a glicemia em jejum encontra-se acima de 126mg/dL faz-se o diagnóstico de Diabetes. O intervalo entre 100 e 125mg/dL é chamado de pré-diabetes. Vale aqui observar que apesar do que o nome pode sugerir o Pré-diabetes não é uma “pré-doença”, na verdade é o começo do Diabetes.
Além da glicemia, outro exame bastante importante é a Hemoglobina glicada ou HbA1c. Diferentemente da glicemia que deve ser feita em jejum, a hemoglobina glicada pode ser colhida a qualquer hora porque sua grande importância é que ela reflete os níveis de glicemia dos últimos 3 meses! Esse teste é tão preciso que um exame mostrando a HbA1c maior que 6,5% já é suficiente para fazer um diagnóstico de Diabetes, mesmo que a pessoa esteja a glicose normal no momento da coleta. A HbA1c é normal até 5,6%, de 5,7-6,4% faz o diagnóstico de pré-diabetes e maior ou igual a 6,5% fecha o diagnóstico de diabetes.
Esses parâmetros de diagnóstico são adotados no mundo inteiro por instituições como a OMS, o Center for Disease Controle and Prevention dos Estados Unidos e pelo SUS, corroborado pela Sociedade Brasileira de Diabetes.
Como posso ser diabético se não sinto nada?
Essa é a pergunta que muitas pessoas se fazem. Estamos acostumados a “sentir” as doenças que temos. E se não temos sintomas, achamos que não estamos doentes. Então por que tratar?
Essa é uma armadilha que pode custar muito caro. Perceba que na fase inicial de doença, a pessoa pode não ter qualquer sintoma! Não fosse pelos exames de sangue de rotina, não saberia do diabetes até que começasse a apresentar os sintomas acima relatados.
Devemos considerar esse período de diabetes sem sintomas como a oportunidade preciosa de iniciar o tratamento da doença nos seus primeiros estágios, preservando a função do pâncreas o máximo possível e impedindo que surjam danos ao organismo. Na verdade, a fase inicial da doença é a fase de ouro para o tratamento. Seria tão bom se pudéssemos detectar todas as doenças antes que elas nos prejudicassem! O Diabetes nos dá essa chance!!
Todavia, os pacientes assintomáticos muitas vezes resistem a tomar as medidas necessárias para o correto tratamento. É compreensível que não queiram mudar seus costumes alimentares, nem ter restrições a sua liberdade de comer o que lhes dá prazer.
Nessa situação, somente o conhecimento traz a consciência clara sobre as consequências de cada escolha, principalmente porque abrindo mão de pequenas coisas é possível se preservar para aproveitar outras muito maiores e mais importantes que a vida certamente reserva a cada um de nós.
De que maneira uma médica diabetologista pode ajudar você?
A Dra. Ana Lúcia Gomes é uma médica endocrinologista especializada em diabetes (diabetologista) e segue os padrões internacionais de abordagem e tratamento dessa patologia.
Em primeiro lugar, ela realiza uma avaliação minuciosa para saber qual tipo de Diabetes você tem.
Sim, pois existem situações diversas, como: Diabetes tipo 1, LADA, Pré-diabetes, Diabetes tipo 2, Diabetes gestacional, Diabetes tipo Mody etc. Há também subtipos e variações que não caberiam no escopo desse artigo.
Feito isso, é hora de conversar com paciente e familiares para decidirem juntos qual a melhor estratégia de tratamento para a situação atual. A estratégia elaborada é sempre personalizada e leva em conta o diagnóstico, o ritmo de vida e trabalho, as condições financeiras e todas as peculiaridades de cada indivíduo. Alguns medicamentos podem ser indicados até para ajudar no controle de outros problemas de saúde concomitantes.
A duração do tratamento
Levando em conta que o Diabetes é uma doença crônica para a qual ainda não existe ainda cura, a duração do tratamento será indefinida.
Ao longo do tempo, as necessidades se modificam e também as escolhas de medicações. O profundo conhecimento e extensa experiência da Dra. Ana Lúcia lhe permite identificar quais ajustes são necessários em cada momento. Por essa razão, é preciso fazer um acompanhamento clínico regular, com consultas periódicas, sempre com o intuito de agir proativamente.
Um grande benefício dos tempos atuais é que existe um investimento de bilhões de dólares anualmente para o desenvolvimento de novas medicações para o Diabetes. A Dra. Ana Lúcia se mantém sempre informada e atualizada para oferecer o que há de mais vantajoso para seus pacientes.