Sumário

Relógio medidor de glicose

Temos acompanhado muitas divulgações nas redes sociais sobre relógios que medem a glicose sem a necessidade de sensores implantados no subcutâneo.

Felizmente a tecnologia evoluiu rapidamente nas últimas décadas e com isso tem facilitado muito o tratamento do Diabetes.

Formas mais modernas de monitoramento da glicemia, novas medicações e insulinas cada vez melhores.

Essa evolução torna o controle metabólico mais eficiente e melhora muito a qualidade de vidas das pessoas que tem diabetes.

Um relógio de pulso capaz de mostrar a glicemia em tempo real será fantástico!

Porém é preciso entender como essa informação chega ao relógio, porque isto nos dirá o quanto podemos confiar nesse dado e tomar atitudes de acordo com a sua segurança.

Atualmente temos duas possibilidades:

MÉTODOS INVASIVOS

O paciente tem um sensor inserido no tecido subcutâneo, que faz a leitura da glicose e envia para aplicativos que espelham a informação no visor de um smartwatch via Bluetooth.

Portanto, não é o relógio que faz a leitura, ele apenas mostra a glicose aferida no sensor inserido no subcutâneo.

Isso é possível em sistemas automatizados de infusão contínua de insulina ( bombas de insulina) como o ANDROID APS e Medtronic 780G.

MÉTODOS NÃO INVASIVOS

Existem relógios ou outros dispositivos que prometem medir a glicose de forma não invasiva.

Ou seja, não estão conectados a nenhum sensores subcutâneo ou picadas na pele.

As tecnologias não invasivas de monitorização da glicemia estão em estudo e são divididas em três categorias:

  1. métodos ópticos
  2. métodos de micro-ondas
  3. métodos eletroquímicos

Entretanto, até o momento os estudos não conseguiram aferir o valor de glicose com boa correspondência aos valores reais da glicemia.

Esses sistemas ainda podem ter muitas interferências que prejudicam a sua eficiência e precisão na medida da glicose como por exemplo temperatura corpórea, suor local e reação alérgica .

Portanto até o momento não temos nenhum dispositivo não invasivo que consiga aferir adequadamente a glicose e permita que pessoas com diabetes tomem atitudes terapêuticas baseadas nessas medidas.

Em função deste risco a SBD (sociedade Brasileira de Diabetes) publicou recentemente um esclarecimento oficial alertando sobre a atual situação dos relógios medidores de glicose.

contatos Dra Ana Lúcia Gomes