Anvisa libera Mounjaro para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 no Brasil

Nova indicação aprovada pela Anvisa amplia opções de tratamento e pode favorecer o controle e até a regressão da doença em pacientes de 10 a 17 anos.

Por Caio Batelli

24 abr 2026

foto de 3 canetas de Mounjaro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do medicamento Mounjaro no tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos no Brasil. A decisão amplia as alternativas terapêuticas disponíveis para essa faixa etária e representa um avanço relevante no cuidado pediátrico da doença.

Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o Mounjaro é o primeiro medicamento da classe dos agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 autorizado no país para pacientes dessa idade. A liberação foi anunciada na quarta-feira (22).

A aprovação teve como base os resultados da fase 3 do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS. Os dados mostraram que até 4 em cada 5 pacientes atingiram remissão glicêmica. Também registraram uma redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada, além de uma queda de até 12% no Índice de Massa Corporal (IMC).

Imagem em formato de desenho de um adolescente segurando um Mounjaro

Resultados reforçam eficácia e impacto no cenário pediátrico

No Brasil, aproximadamente 213 mil adolescentes vivem com diabetes tipo 2, colocando o país entre aqueles com maior número de casos nessa faixa etária. Por isso, a chegada de uma nova opção terapêutica amplia as chances de controle da doença e até de regressão em parte dos pacientes.

A condição em crianças e adolescentes costuma evoluir de forma mais rápida do que em adultos, o que torna o manejo mais desafiador e aumenta a vulnerabilidade dessa população. Até então, os tratamentos disponíveis apresentavam limitações para manter os níveis de glicose sob controle adequado ao longo do tempo.

Com base nos resultados clínicos e na avaliação regulatória, o Mounjaro passa a ser considerado uma alternativa inovadora, com eficácia consistente e perfil de segurança já estabelecido, contribuindo para transformar o cuidado de pacientes mais jovens com diabetes tipo 2.

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