Anvisa aprova primeira terapia de reposição de PTH para hipoparatireoidismo no Brasil

Palopegteriparatida é indicada para adultos e se torna a primeira reposição de PTH aprovada no país para a doença.

Por Caio Batelli

29 set 2026

Imagem da primeira terapia de reposição de PTH aprovada no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a palopegteriparatida, comercializada como Yorvipath®, para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico. O medicamento é uma terapia de reposição do hormônio da paratireoide (PTH) e representa a primeira opção de reposição desse hormônio aprovada no Brasil para a condição.

A aprovação amplia as possibilidades de tratamento para pessoas que convivem com o hipoparatireoidismo e representa um avanço para a endocrinologia e metabologia, especialidade médica responsável pelo cuidado desses pacientes.

O que é o hipoparatireoidismo?

O hipoparatireoidismo é uma doença rara provocada pela produção insuficiente do hormônio da paratireoide, conhecido pela sigla PTH. A aprovação de uma terapia de reposição hormonal específica para a condição amplia as alternativas disponíveis para o tratamento e acompanha os avanços das pesquisas científicas na área.

A palopegteriparatida é indicada para adultos com hipoparatireoidismo crônico e atua como uma terapia de reposição do PTH. Por isso, a aprovação também representa um marco para pacientes, profissionais de saúde e pesquisadores que atuam com a doença.

Medicamento já está disponível?

Apesar da aprovação pela Anvisa, a palopegteriparatida ainda não está disponível para os pacientes no Brasil.

A autorização da agência é uma etapa necessária para que um medicamento possa ser comercializado no país, mas ainda existem outros processos regulatórios antes que o produto possa chegar ao mercado.

O próximo passo será a avaliação pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O processo será responsável por definir o preço máximo de comercialização do medicamento no Brasil.

A aprovação pela Anvisa, portanto, marca uma etapa importante para a comunidade de pacientes, profissionais de saúde e pesquisadores. A chegada de novas terapias contribui para ampliar as opções de tratamento e fortalecer o cuidado de pessoas que vivem com doenças raras.