A Prolactina é um hormônio conhecido por ser o responsável pela produção do leite materno após o parto.
Entretanto a Prolactina tem várias outas funções importante no corpo humano e é produzida pela Hipófise ao longo de toda a vida em mulheres e em homens.
A prevalência de Hiperprolactinemia (níveis altos de Prolactina no sangue) na população geral é de 0,1%, com taxas de incidência cinco vezes maiores nas mulheres do que nos homens, mas que ficam quase iguais a partir dos 65 anos de idade.
Nesta sequência de posts que intitulamos “10 Perguntas Sobre” esclarecemos em formato de perguntas e respostas os principais pontos para o entendimento de diversos assuntos dentro da Endocrinologia e Metabologia.
Este é o terceiro desta sequência e escolhemos este tema por ser muito comum mas pouco conhecido do público e de muitos colegas médicos.
Prolactina é um importante hormônio produzido pela glândula Hipófise, desempenha várias funções no corpo humano, é produzida ao longo de toda a vida em ambos os sexos.
Durante a gestação e amamentação ganha grande destaque por ser a responsável pelo desenvolvimento das glândulas mamárias e a produção do leite pós parto e durante a amamentação.
A Hipófise ou Pituitária é uma pequena glândula localizada base do crânio, fica apoiada em uma estrutura óssea chamada sela túrcica, logo acima do palato, na região central da base do crânio.
A prolactina desempenha várias funções importantes no corpo, especialmente nas mulheres.
Sua principal função está associada à lactação, ou seja, à produção de leite materno após o parto e durante todo o período de amamentação.
Durante a gravidez, os níveis de prolactina aumentam significativamente preparando as glândulas mamárias para a produção de leite. Após o parto, a prolactina estimula a produção contínua de leite, ajudando na amamentação.
Também desempenha um papel na regulação do humor, libido, metabolismo, peso corpo corporal, funcionamento testicular, produção testosterona, fertilidade e função erétil.
Embora a prolactina seja mais frequentemente associada às funções relacionadas à reprodução feminina, ela também desempenha papéis importantes no corpo masculino.
Também desempenha um papel na regulação do humor, libido, metabolismo, peso corporal, funcionamento testicular, produção de testosterona, fertilidade e função erétil.
Os principais sintomas da Hiperprolactinemia ( excesso de prolactina) são:
As causas mais frequentes de elevação dos níveis de prolactina são:
São tumores benignos das células lactotróficas da hipófise, responsáveis pela produção da prolactina.
Os prolactinomas são os tumores funcionantes mais comuns da hipófise, aproximadamente 40% dos adenomas hipofisários.Tem prevalência entre 25 e 63 por 100 mil indivíduos.
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São classificados de acordo com o tamanho, em microadenomas (menos de 10 mm de diâmetro) ou
macroadenomas (10 mm ou mais).
As mulheres apresentam a proporção entre macro e microprolactinoma de aproximadamente 1 (um) para 8 (oito) e nos homens os macroadenomas representam 80% dos casos.
Hipotireoidismo não tratado adequadamente pode levar a um aumento na produção de prolactina.
Medicamentos podem causar aumento na produção da Prolactina, os mais comuns são:
Durante a gravidez, os níveis de prolactina aumentam naturalmente para estimular o desenvolvimento das glândulas mamárias e a produção de leite materno.
A amamentação estimula e mantem os níveis de prolactina elevados.
Estímulo frequente e intenso dos mamilos, como em casos de fricção frequente ou sucção excessiva, pode aumentar os níveis de prolactina.
Adenomas (nódulos benignos) não funcionantes da hipófise, acromegalia, lesões na área hipotálamo-hipofisária, lesões ou compressões da haste hipofisária.
Algumas mulheres com SOP podem apresentar níveis elevados de prolactina em 5 a 30 % dos casos.
Se uma pessoa for diagnosticada com hiperprolactinemia, é importante identificar a causa subjacente, pois o tratamento pode variar dependendo do motivo do aumento nos níveis de prolactina.
Níveis elevados de prolactina em mulheres causam:
Níveis elevados de prolactina em homens podem causar sintomas como:
Quando há sintomas sugestivos de Hiperprolactinemia deve ser realizada a dosagem da prolactina no sangue, em qualquer período do dia.
Recomenda-se sempre uma segunda dosagem para confirmação, especialmente se houver estresse excessivo durante a coleta do sangue.
Geralmente, os níveis da prolactina têm relação com sua etiologia:
Entretanto, medicamentos como a risperidona e metoclopramida podem causar eventualmente níveis de prolactina superiores a 200 ng/mL13.
A causa da Hiperprolactinemia deve sempre ser investigada também o que deve incluir exame de imagem da Hipófise, preferencialmente ressonância magnética, a tomografia computadorizada é menos efetiva especialmente no tumores pequenos.
É também importante afastar causas farmacológicas, fisiológicas, hipotireoidismo primário e insuficiências renal e hepática.
O objetivo principal do tratamento de pacientes com microprolactinoma ou hiperprolactinemia
idiopática é o controle hormonal e melhora dos sintomas decorrentes da hiperprolactinemia.
Porém nos paciente com macroprolactinomas, além do controle hormonal e sintomático, a redução e o controle do tamanho tumoral também são objetivos importantes do tratamento.
O tratamento medicamentoso é a primeira escolha , os agonistas dopaminérgicos (cabergolina e bromocriptina) fármacos normalizam os níveis de prolactina, restauram a funçãodos ovários e testículos e reduzem, significativamente, o volume tumoral dos prolactinomas na maioria dos pacientes.
Vale ressaltar que até 10% dos pacientes com macroprolactinoma podem necessitar de cirurgia, caso não ocorra resposta aos agonistas dopaminérgicos ou, ainda, se houver comprometimento visual que não melhorar com o tratamento medicamentoso.
Nestes casos específicos, a retirada parcial da massa tumoral pode também proporcionar melhor resposta ao tratamento com agonista dopaminérgico.
A cirurgia para prolactinomas é geralmente realizada por meio de uma abordagem endoscópica endonasal (trasnesfenoidal), na qual os cirurgiões acessam a hipófise através das narinas e seios paranasais, sem a necessidade de incisões na pele.
No entanto, como em qualquer procedimento cirúrgico, há riscos envolvidos, e a decisão de realizar a cirurgia deve ser cuidadosamente ponderada em conjunto com o médico, levando em consideração todos os aspectos individuais do paciente.
A Hiperprlactinemia pode ter impactos importantes na saúde e na qualidade de vida de mulheres e homens.
É uma doença de diagnóstico simples e na imensa maioria dos casos com tratamento eficaz e não invasivo.
Mas precisa ser lembrada na investigação de queixas que por vezes são pouco valorizadas pelos e pacientes e pelos médicos que as avalia.
No caso de qualquer sintoma sugestivo procure um endocrinologista e faça a sua avaliação.
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